Fiocruz chega a Lisboa para reforçar cooperação em saúde
- 21 julho 2026, terça-feira
- Gestão

D.R.
João Guilherme Oliveira
Num passo decisivo para o reforço da cooperação científica e sanitária internacional, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oficializou a instalação da sua primeira representação em território europeu, com sede em Lisboa. A fixação da prestigiada instituição pública de investigação brasileira na capital portuguesa assinala uma nova etapa nas relações bilaterais entre Portugal e o Brasil, visando impulsionar a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a produção de conhecimento no setor da saúde pública.
O novo polo estratégico foi concetualizado para atuar como uma ponte direta entre a comunidade científica sul-americana e o ecossistema de investigação da União Europeia. Através de parcerias com universidades, centros de investigação e organismos estatais portugueses, a Fiocruz pretende integrar redes de trabalho conjuntas para responder de forma mais ágil aos desafios globais da saúde pública.
Entre os pilares prioritários fixados para a nova estrutura de Lisboa está a aceleração do desenvolvimento de tecnologias biomédicas avançadas, nomeadamente a investigação em novos fármacos, terapias inovadoras e vacinas. Adicionalmente, o projeto atribui uma atenção central à vertente académica e formativa, prevendo programas de intercâmbio e qualificação para profissionais e investigadores de saúde em ambos os países.
Outro eixo de atuação fundamental prende-se com a área das dinâmicas populacionais e da saúde pública internacional. O escritório de Lisboa vai liderar e integrar estudos dedicados às especificidades sanitárias das populações migrantes, procurando gerar dados e evidência científica que apoiem políticas públicas mais inclusivas e eficazes.
A apresentação oficial da representação europeia da Fiocruz decorreu no âmbito de encontros internacionais focados em inovação e inteligência artificial aplicadas aos cuidados de saúde. O evento contou com a presença da Ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, e do Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. Ambos os governantes destacaram a relevância estratégica da parceria para a consolidação dos respetivos sistemas públicos de saúde e para a promoção de um acesso equitativo às mais recentes tecnológicas médicas e farmacêuticas.
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