Inovação e sustentabilidade no SNS

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O presente dossier aborda duas temáticas de importância fulcral na nossa sociedade e em particular no SNS.

Segundo o World Economic Forum for Competitiveness, os países são tradicionalmente classificados em três grupos.

O primeiro grupo é caracterizado como economias orientadas por fatores, em que a vantagem competitiva ocorre pela dependência de recursos naturais e grandes volumes de mão-de-obra pouco qualificada e baixos salários. A competitividade tem como base essencial baixos custos.

O segundo grupo é identificado como economias orientadas para a eficiência, em que existe um enfoque na educação, na formação profissional, na melhoria da eficiência dos processos produtivos e na tecnologia. A competitividade passa então a depender da qualidade, da produtividade e em escala.

O terceiro grupo é caracterizado como economias orientadas para a inovação, em que existe uma forte incidência na investigação e desenvolvimento (I&D), na sofisticação dos produtos e serviços, na capacidade de gerar produtos, processos e modelos de negócio inovadores. A competitividade é baseada na inovação, no conhecimento e na tecnologia.

É em grande medida neste último grupo que se deveriam inserir os grandes desafios colocados às organizações portuguesas, apostando no desenvolvimento sustentável, na competitividade, na inovação, na criação de valor, integrando as necessidades do mercado e da sociedade.

Tradicionalmente, a nossa capacidade criativa e inventiva é significativa, corroborada pelo número de publicações científicas e pelos prémios frequentes em concursos internacionais. Já quanto à sua “passagem para o terreno” e ao número de patentes associadas, a situação é significativamente diferente.

A inovação é algo distinto da invenção. Segundo a OCDE, expressa-se na implementação de um novo ou significativamente melhorado produto, processo, método de marketing ou método organizacional. A inovação é a aplicação prática de uma ideia, que pode ou não ser inédita, e que gera valor económico, social ou organizacional.

Para a sua operacionalização é importante seguir orientações padronizadas, tais como a implementação da norma ISO 56002 (última publicação de 2019), funcionando como guia de boas práticas e orientada para a estratégia, cultura e visão da inovação, e da norma ISO 56001 (última publicação de 2024), em que estabelece os requisitos auditáveis, permitindo a certificação da organização.

Quando à sustentabilidade é um desafio, a atender às necessidades atuais, sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades, estando associada a três grandes dimensões:

  • Ambiental: proteção dos recursos naturais e ecossistemas;
  • Social: justiça social, equidade e qualidade de vida;
  • Económica: desenvolvimento económico viável e responsável.

Frequentemente estas são apelidadas de tripé da sustentabilidade.

Estes pilares estão alinhados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

É neste contexto e ambiente em que os artigos do presente dossier se inserem.

Uma boa leitura.

Por Francisco Brito

Artigo publicado na TecnoHospital nº 134, março/ abril de 2026 dedicada ao tema "Inovação e sustentabilidade no SNS"

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