Sistemas de orquestração centralizada visam integrar frotas de robôs no meio hospitalar

D.R.
João Guilherme Oliveira
A implementação de tecnologias robóticas no setor hospitalar enfrenta desafios de integração com as infraestruturas já existentes. De acordo com os responsáveis da empresa Elvio Robotics, Marco Brizzolara e Johannes Drexler, a maioria dos dispositivos em teste no setor da saúde opera atualmente de forma isolada, sem ligação direta a elevadores, portas automáticas ou aos sistemas informáticos centrais das instituições.
Para contornar a fragmentação entre os equipamentos de diferentes fabricantes e as tecnologias dos edifícios, a empresa desenvolveu o software Elvio OS. A plataforma atua como uma camada intermédia de controlo através de uma arquitetura em estrela, onde todas as comunicações são centralizadas. Este modelo permite coordenar tarefas, gerir a circulação em corredores e redistribuir missões em caso de avaria de algum dispositivo.
Os técnicos salientam que os principais obstáculos à adoção destas soluções não são estritamente tecnológicos, mas sim organizacionais. A integração requer a articulação entre as equipas de gestão de instalações, os serviços de informática e os fabricantes de equipamentos antigos, como elevadores com várias décadas de uso que carecem de documentação técnica ou de interfaces padronizadas.
Em termos práticos, a automação com gestão centralizada está a ser direcionada para tarefas de rotina, nomeadamente a limpeza de pisos e o transporte interno de pequenas mercadorias, amostras de sangue, medicamentos e contentores. O objetivo principal do modelo consiste na otimização dos fluxos de trabalho e na manutenção das operações logísticas perante a escassez de recursos humanos no setor hospitalar.
Outros artigos que lhe podem interessar